| CDU junta-se à coligação para viabilizar executivo |
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| 27-Jan-2010 | |
Está garantido o acordo que vai permitir a entrada em funcionamento dos órgãos autárquicos de Riba de Ave. A coligação PSD-CDS/PP ofereceu à CDU um lugar no executivo e a presidência da Assembleia de Freguesia. Armando Carvalho afirma que esta é a melhor solução para Riba de Ave. Está resolvido o impasse em Riba de Ave. A coligação PSD-CDS/PP e a CDU
encontraram uma plataforma de entendimento para a instalação dos órgãos
autárquicos eleitos em Outubro último. Para isso, a coligação, que
venceu as eleições, mas não garantiu maioria absoluta em sede da
Assembleia de Freguesia, teve que ceder um lugar no executivo, bem
como a presidência da Assembleia para a CDU.O acordo foi alcançado ao final da tarde da passada segunda-feira, sendo que a cerimónia de instalação dos novos órgãos autárquicos está prevista para o primeiro dia do mês de Fevereiro (segunda-feira próxima). «Finalmente foi possível colocar um ponto final nesta situação», declarou o presidente da Junta reeleito. Armando Carvalho acredita que estão, agora, reunidas a condições para a entrada em funcionamento dos órgãos autárquicos, assente numa coexistência pacífica no executivo, que passa a contar com um elemento da CDU (no caso Miguel Lopes). «Não é uma situação nova para nós, pois já governamos nestas condições», recorda o autarca, esclarecendo que a proposta feita à CDU não diferiu da que foi apresentada na primeira fase de negociações. «Da nossa parte não mudou nada e julgo que o acordo só não aconteceu mais cedo devido a uma falha de comunicação», explica Armando Carvalho, adiantando que esta foi a «melhor solução» para ultrapassar o impasse. O entendimento surge oito dias depois do Governador Civil de Braga ter afirmado que não estavam reunidas as condições, à face da lei, para a convocação de eleições intercalares (ver Cidade Hoje de 21 de Janeiro). Esperando uma postura colaborante da CDU, Armando Carvalho afirma que o programas eleitorais das forças políticas que vão fazer parte do executivo não são muito diferentes, antevendo um mandato sem dificuldades de maior. «Vamos tentar pôr o nosso programa e as nossas propostas em marcha, mas com a abertura necessária para conjugar com as propostas da CDU, que até são muito próximas das nossas», reforça, salientando que ao nível autárquico a CDU valoriza mais o interesse colectivo que as questões políticas. «Se aceitassemos uma Junta tripartida [com PSD-CDS/PP, PS e CDU], como era defendido, o executivo limitar-se-ia a fazer política e na Junta não queremos fazer política partidária. Queremos resolver os problemas da vila», aponta. Já Miguel Lopes, da CDU, esclarece que a coligação democrática aceitou a proposta de Armando Carvalho para resolver um impasse. «Não alterou nada, apenas entendemos que este impasse em nada abonava a imagem dos órgãos autárquicos e não fazia sentido prolongar uma situação que era lesiva para Riba de Ave e o que nos move são os superiores interesses da população», afirma Miguel Lopes. Se Miguel Lopes vai ocupar um lugar no executivo, já a Assembleia de Freguesia será presidida por Sara Machado, também da CDU, um cargo que, segundo Miguel Lopes, acarreta uma «responsabilidade acrescida. É um cargo de relevo até tendo em conta os problemas que Riba de Ave terá que enfrentar e seremos, uma vez mais, a voz da população de Riba de Ave», concluiu. Paulo Cortinhas |
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