| Nova Reguladora nasce pela mão de ex-funcionários |
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| 04-Jul-2007 | |
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A Boa Reguladora passou o testemunho à Regularfama, a nova fábrica de relógios de Portugal. Criada por ex-funcionários da empresa centenária, está recuperada a marca que fez história e até funciona no mesmo edifício.
Um século depois começou tudo de novo. Mas a partida não é feita do
zero, porque existe a marca e o saber-fazer dos antigos funcionários da
Boa Reguladora. A Regularfama é a nova empresa de comércio e indústria
de relógios. Criada por três ex-funcionários da Boa Reguladora, a
Regularfama instalou-se recentemente num espaço do edifício da antiga
empresa. Depois de terem arrancado com o negócio num outro lugar estão
de volta à "casa mãe".
A Regularfama foi criada por José Cunha, José Varela e Filipe Marques, unidos «pela mesma paixão pelos relógios». Com a ajuda de mais dois ex-funcionários, prometem manter a linha tradicional da Boa Reguladora e recuperar modelos antigos que ainda estão na memória das pessoas. Aspecto importante, é que a Regularfama repara relógios antigos, que as pessoas te-nham em suas casas. No dia da inauguração das novas instalações, que afinal são na antiga fábrica, José Cunha explicou à comunicação social que o futuro da empresa mostra-se risonho porque «quem parte praticamente do zero só tem um caminho que é o crescimento». Uma confiança que lhe chega também da procura, principalmente de quem precisa de recuperar relógios. «Muitas pessoas pensavam que a Reguladora já estava desactivada, mas nós estamos vivos e prontos para fazer todos os restauros e reproduções de relógios», expressa.
Na senda da Boa
Reguladora, a nova empresa continuará a fabricar despertadores,
relógios de parede, de coluna e outros, com a tecnologia do século XXI.
As caixas em madeira são feitas por antigos funcionários, a tecnologia
vem da indústria alemã, «que fabrica peças de qualidade, em exclusivo
para nós, e vamos aproveitar máquinas de fabrico da Reguladora e
adaptá-las».
Para recuperar a marca, é importante preservar os conhecimentos do fabrico e do mercado, mas é também fundamental que as peças que fazem a história da Boa Reguladora não se percam. Construir um museu seria um sonho, que a nova sociedade comercial quer concretizar, esperando só o apoio da Câmara Municipal e do Ministério da Cultura. «Temos muito a mostrar, sobretudo às gerações mais jovens, às escolas, porque a Reguladora constitui muito da história industrial e do desenvolvimento tecnológico de Portugal», conta José Cunha. Apesar da Regularfama ter algumas peças, a maior parte do espólio está espalhado por casas particulares, especialmente nos herdeiros da família Carvalho, fundadora da Boa Reguladora. Mas há abertura para juntar as peças e que se faça uma mostra da história da antiga fábrica de relógios. Além das peças querem continuar a formar pessoas, para que os conhecimentos não desapareçam à medida que os funcionários deixam de poder trabalhar. Assim, está a ser estudada com a ACIF a hipótese de promover acções de formação na área da relojoaria. Alzira Oliveira |
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